
Ricardo Mestre nasceu em Lisboa, Portugal, corria o ano de 1983. A mesma cidade tem-no visto crescer.
Motivado pelo universo de super-heróis da banda-desenhada norte-americana e pelos videojogos, que já na mais tenra idade devorava, começou a praticar desenho à mão livre. Ainda durante a infância, ensaiou no papel as suas primeiras tiras, segundo aquele imaginário.
Durante a adolescência descobre também a música, dedicando-se a partir de então à electrónica de trazer por casa. O teatro surge um pouco depois, tendo participado como actor e, por vezes, sonoplasta num grupo experimental que integra.
O apelo pelas artes plásticas mostrou-se uma constante desde cedo. E o seu percurso académico andou a par dos seus anseios. Depois do liceu, que cumpriu na área das Artes, avançou para uma licenciatura de História da Arte, que viria a interromper três anos depois. Seguiu para Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Pelo caminho, apaixonou-se pela web e pelos desafios que o design enfrenta neste meio. Como autodidata, achegou-se das linguagens (X)HTML e CSS, que domina, e começou a desenhar e a implementar websites desde 2002.
Trabalhou como freelancer durante quatro anos. Depois, conheceu a Quodis - em Outubro de 2008.
Gosta de arquitectura de informação e interessa-se pelas esferas da acessibilidade dos standards na web - que defende.
Acredita que o produto do design não é arte em si mesmo, mas que nasce segundo uma intenção artística. Crê pois que o objecto de design só pode ser formulado enquanto resposta a uma necessidade real e concreta, encerrando em si um desígnio funcional - sem perder de vista um ideal estético.
Algumas referências avulso que influenciam a sua pessoa e, por conseguinte, a sua actividade: padrões, lego, texturas, pixel-art, folhas outonais, a pintura simbolista de Odilon Redon, o grafismo de vectores, a poesia de Al berto, as drum-machine TR-808 e TR-909, a realização de Michael Haneke, arppegios, a representação de Isabelle Huppert, as escalas menores.